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domingo, 3 de março de 2013

Jantar no Porto #1


O primeiro jantar na noite do Porto para uma marinheira de primeira viagem, tinha obrigatoriamente de conjugar  variáveis como: centro da cidade, Galerias de Paris, ambiente acolhedor, gente gira (não dispenso!), bom vinho (também não dispenso!) e variedade para agradar a todos (que esta gente não é nada fácil!).
A escolha recaiu sobre o "La Bohéme entre amis", um novo espaço à medida das nossas bolsas, na movimentada Rua das Galerias de Paris que conjuga tapas, vinho e música num espaço acolhedor, informal e especial divido por 3 andares, com zona no último andar destinada a fumadores. Perfeito! A qualidade da comida não surpreendeu mas a decoração aconchegou a alma – paredes e tectos com diferentes alturas numa visão rústica, moderna e espacial com madeira de casquinha e soalhos em pinho. Todo o ambiente visual sugere um ambiente de artes francês, descontraído, informal mas cosmopolita e sofisticado.
 
Existe uma carta de vinho muito extensa e uma garrafeira que enche os olhos, a qualidade impera em vinho com preços variados. As paredes têm apontamentos decorativos com garrafas e rolhas, uma vez que o vinho é a aposta forte. As tapas são variadas e permitem que pessoa não esteja focada na refeição e consiga desfrutar dos que a rodeiam em conversas animadas.

Adorei a decoração, a competência e simpatia dos funcionários com direito a sotaque quente e - “a menina deseja mais?”(remete-me logo para cenas fugazes e mais quentes, não chamadas para este blog) e a garrafeira.





 

Porto # Take1

Sabem?! Estou encantada mas não deslumbrada. O contacto permitiu-me comprovar a educação no saber receber e uma simpatia como efetivamente não se encontra em outro lugar (excepto no Alentejo, claro!). Há uma disponibilidade e um sorriso naqueles que nos recebem. Há um orgulho de si, da sua terra e da sua gente. Na manhã com partida de Campanhã em direção aos Aliados deparei-me com ruas largas, arquiteturas majestososas e tradição. A minha grande constatação é que por aqui, vive-se a tradição. O modernismo desenfreado não se aproximou e é bom ver quiosques de revistas com uma pedra a segurar as revistas e montras com bonecos de trapo e cara de louça.
Já depois de a noite cair, conhecemos um outro Porto nas Galerias de Paris e entramos num mundo cosmopolita de jovens que ainda não sabem o que querem, jovens que já sabem o que querem e, adultos também. A rua deve um nome a restaurante-bar que prima pela decoração, uma espécie de antiquário, cujos objetos guardados nos armários nos transportam para outros tempos. Há bares, restaurantes e ruas apelativas. Gente a celebrar os dias e as noites.

O meu instragram registou...